quinta-feira, 10 de maio de 2012

Inveja



Você já sentiu inveja daquele que despreza os mandamentos de Deus? Já invejou aquele que enriqueceu de maneira vergonhosa? Já invejou aquele casal que vive escandalizando o evangelho e parece abençoado por Deus?
 O salmista Asafe se encontrou nesta situação. Ele começou a observar que algumas pessoas estavam prosperando, vivendo como nobres e cheios de saúde, enquanto ele, servo de Deus, estava sofrendo.

Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.

Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.

Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.

Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens.

Por isso o orgulho lhes serve de colar, e se vestem de violência.

Do seu íntimo brota a maldade; da sua mente transbordam maquinações.

Eles zombam e falam com más intenções; em sua arrogância ameaçam com opressão.

Com a boca arrogam a si os céus, e com a língua se apossam da terra.

Por isso o seu povo se volta para eles e bebem suas palavras até saciar-se.

Eles dizem: "Como saberá Deus? Terá conhecimento o Altíssimo?"

Assim são os ímpios; sempre despreocupados, aumentam suas riquezas.
Salmos 73:2-12

Quantas vezes nos deparamos com essa situação, aquela pessoa que julgamos como o mais ímpio é o que mais prospera, ganha na loteria, tem filhos saudáveis, ganha bolsas de estudos, tem um ótimo emprego, trabalha mal e não sofre nenhuma bronca, faz tudo de ruim aos nossos olhos e mesmo assim sua vida só prospera. Asafe foi ao templo do Senhor e lá chegou à seguinte conclusão:

Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios. Certamente os pões em terreno escorregadio e os fazes cair na ruína.

Como são destruídos de repente, completamente tomados de pavor!

São como um sonho que se vai quando a gente acorda; quando te levantares, Senhor, tu os farás desaparecer.
Salmos 73.16-20

Asafe percebeu que não vale à pena invejar nem guardar rancor daqueles que prosperam. Deus tem nosso destino em Suas mãos, se Ele quiser que prosperemos, Ele o fará, mas precisamos ter em mente que a essência de nossa existência não é o acúmulo de riquezas e bens. Ao concluir sua meditação e se arrepender, Asafe disse ao Senhor:

Tu me diriges com o teu conselho, e depois me receberás com honras.

A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a Ti.

O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre.

Os que Te abandonam sem dúvida perecerão; Tu destróis todos os infiéis.

Mas, para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos.
Salmos 73.24-28





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